sexta-feira, 23 de março de 2018

Hermínio pede ao TJ/RO que não desbloqueie os bens dos envolvidos no escândalo da ponte nem libere o pagamento ilegal à construtora



Para o parlamentar, a juíza Inês Moreira, que decretou o bloqueio de R$ 18,5 milhões no patrimônio dos responsáveis, fez justiça a Rondônia

Porto Velho, RO – O deputado Hermínio Coelho, do PDT, que denunciou às autoridades do Estado o escândalo da ponte do anel viário de Ji-Paraná envolvendo o desvio de R$ 30 milhões dos cofres públicos, solicita encarecidamente ao Tribunal de Justiça (TJ/RO) que rejeite os pedidos da empresa Ouro Verde.

A construtora, pivô no esquema capitaneado pelo ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Ezequiel Neiva, recorreu contra a decisão proferida pela juíza Inês Moreira solicitando o desbloqueio dos bens dos envolvidos e pedindo, ainda, que os pagamentos ilegais remanescentes sejam liberados.

Sobre isso, disse o parlamentar:

"Ao determinar o bloqueio dos bens dos responsáveis por mais esse escândalo, a juíza Inês Moreira ajudou a salvar R$ 18,5 milhões que já perdemos. Além disso, a magistrada estancou os valores restantes conservando o erário público", salientou Hermínio Coelho.

O deputado alegou que a argumentação apresentada pela Ouro Verde ao Judiciário é ridícula, pois tenta equiparar uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre auxílio-moradia destinada a juízes com a trama formulada às escondidas por Ezequiel Neiva ignorando, inclusive, pareceres técnicos do próprio DER/RO. 

Pareceres que, relembrou o pedetista, foram corroborados pelo próprio ex-diretor, pois em duas ocasiões distintas assinou documentos informando à empresa que não havia mais nada a pagar em termos de realinhamento.

"E mesmo assim Ezequiel Neiva, longe dos olhares das autoridades, se achando a pessoa mais esperta do mundo, correu para fazer o acordo na Justiça Arbitral de Ji-Paraná. Rogo aos desembargadores competentes de Rondônia que, assim como a juíza Inês Moreira, façam o possível para promover Justiça negando os pedidos da empresa, mantendo o bloqueio nos bens dos réus e negando a liberação dos valores restantes", concluiu.

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