sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

‘Projeto Gênesis é injustiça coordenada por assessor comissionado de comunicação’, denuncia Hermínio Coelho



Para o parlamentar do PDT, Governo de Rondônia desrespeita professores ao formar grupo privilegiado instituído para perseguir docentes

Porto Velho, RO – O deputado estadual Hermínio Coelho, do PDT, denunciou a formação de um grupo privilegiado instituído basicamente por servidores comissionados da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) com o propósito de implementar o Projeto Gênesis – completamente repudiado por professores e demais trabalhadores do setor.

Somente duas pessoas entre os dez funcionários escolhidos pelo governador Confúcio Moura (MDB) são servidores de carreira. E o pior: a coordenação é incumbida a assessor de comunicação comissionado e sem vínculo com a Administração Pública. Não há envolvimento nem conversa com a categoria.

“E não duvido que esse rapaz seja competente, correto e trabalhador, mas na sua área de atuação! O que me espanta é um profissional habituado a trabalhar com comunicação coordenando o grupo formado para instituir o Gênesis, criado basicamente para perseguir e controlar os professores”, declarou.

O projeto de fiscalização de Confúcio traria, entre outros benefícios de acordo com a Seduc, economia aos cofres do Estado, mas na prática, desde a raiz, traz prejuízos financeiros bastante comprometedores à gestão que garante frear a gastança doa a quem doer.

Quando formalizou através de decreto em agosto de 2017 o Grupo Técnico de Trabalho no âmbito da Seduc, subordinado diretamente ao secretário de Estado da Educação, o governador, que se recusa a falar diretamente com os professores, fixou a previsão de benefícios generosos aos dez privilegiados.

Ou seja, os integrantes do Grupo Técnico de Trabalho têm direito a gratificação de caráter indenizatório e, ainda, vantagem pecuniária a ser paga a cada um deles.

No caso da vantagem pecuniária, diz o decreto, a base-referência é a Tabela de Remuneração de Cargos de Direção Superior da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo, “obedecendo rigorosamente os seguintes critérios:

I - Coordenador-Geral - vantagem pecuniária equivalente ao CDS-10;
II - Subcoordenador - vantagem pecuniária equivalente ao CDS-9; e
III - Membros da Equipe Técnica - vantagem pecuniária equivalente ao CDS-8”.

“Isso quer dizer que o coordenador-geral, o comissionado da comunicação, terá a maior vantagem pecuniária do grupo, com base no que o governo paga a quem detém CDS-10. Enquanto isso, o professor é maltratado no setor de Lotação, passa mal, precisa ser socorrido com tanta pressão e imposição por parte da Secretaria de Educação”, criticou.

Hermínio Coelho ponderou, ainda, que além do salário defasado, os profissionais que trabalham em sala de aula são obrigados a passar por toda sorte de humilhação enquanto aguardam posicionamento definitivo em relação aos seus locais de trabalho. A mesma novela ano após ano.

“Recebo denúncias todos os dias de gente que é informada de que, mesmo morando em Porto Velho, terá como opção trabalhar quase diuturnamente em Candeias do Jamari ou em quatro ou cinco escolas extremamente distantes uma da outra, tornando, muitas vezes, humanamente impossível o deslocamento em tempo hábil para chegar de um lugar ao outro. É desumano!”, declarou.

Dezembro negro

Enquanto muitos professores e outros trabalhadores em educação contavam centavos para comer, pagar as contas, tentar usufruir um pouco com a família nos momentos de férias, os dez do Gênesis de Confúcio receberam, de uma vez só, valores que ultrapassaram até mesmo os salários líquidos do governador e do vice.

“O governador, na sua reta final de administração, deveria deixar o vice, Daniel Pereira (PSB), tratar o assunto da educação como um todo a partir de abril, quando assumir, pois com certeza conhece muito bem a situação pelo fato de também ser professor. Já que o vice está conversando com os líderes do movimento paredista, completamente legítimo e correto, diga-se de passagem, também poderia tomar a frente do caos geral para promover, de verdade, melhorias tanto para os profissionais quanto para os alunos. E ele tem todas as condições de fazer um ótimo trabalho”, concluiu.

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